Ontem vi na RTP-2 (sim, RTP-2, um dos melhores canais portugueses no que diz respeito a programas/reportagens de qualidade) uma reportagem sobre o rapaz mais inteligente do Mundo - Akrit Jaswal, 12 anos.
Em 2001 um rapaz de sete anos de uma remota aldeia nos Himalaias, fez uma cirurgia numa rapariga local. As notícias espalham-se depressa e o rapaz foi convidado para ser testado nos Estados Unidos, tendo revelado o QI mais elevado de sempre, para a sua idade.
Akrit Jaswal tem agora doze anos e é considerado pelos da sua aldeia como uma reincarnação.Tem vindo a trabalhar nos dois últimos na cura do cancro, baseado em teorias de terapia de genes, mas os recursos na sua pequena aldeia do Norte da Índia são limtados.
Este documentário junta-se a Akrit na viagem que ele fez ao Imperial Cancer Research Laboratory em Londres, onde ele vai testar as suas capacidades mentais pela primeira vez, a fim de se ver se continua a ser uma dos mais brilhantes cérebros do século XXI!Gostei imenso da reportagem.
Realmente, a falar com adultos, é fantástico, sendo que, em alguns dos casos, não sei se foram estes a desafiar o rapaz se foi ele mesmo que já sabia mais que os médicos/professores.
Tem ideias, de facto, revolucionárias, muitoo provavelmente por ainda ser uma criança e ter o espírito aberto e sonhador.
Mas irritou-me o modo como "despacharam" o rapaz, que vou explicar abaixo... Fizeram o teste de QI, deu 146 (que, segundo a escala, dá a "classificação" de "Muitíssimo Inteligente").
Num dos seguintes testes (que, segundo a minha opinião, já foi para tentar desestabilizar o rapaz), ele "engatou" num dos exercícios práticos, mais concretamente com alguns cubos em que teria que organizar numa determinada forma, só que, demorou tempo a mais.
Ora, depois deste teste, Akrit ficou insatisfeito com os resultados logicamente, por ter demorado mais tempo.
O que ele queria, era ter os produtos/químicos nas mãos para poder testar aquilo que tinha em mente, coisa que recusaram fazer, sendo assim, Akrit voltaria à sua terra.
Quanto a mim, tiveram medo que o rapaz descobrisse algo novo e por ser muito novo, afirmaram que ele não tinha "capacidade" para tal ainda e por falhar ainda na prática.
Agora pergunto, MAIS UMA VEZ, porque é que esta merda desse pessoal (que julga que tem a mania que sabe) não dá oportunidade PRÁTICA às pessoas?!?!O rapaz operou uma rapariga no seu país, prática esta, fruto do seu intenso trabalho de pesquisa, fruto da sua paixão pela medicina.
E depois, qual seria o problema de Akrit chegar à conclusão (tendo por base uma OPORTUNIDADE prática) de que, realmente não era tudo tão fácil como ele julgava?
Eu, sinceramente não vejo nenhum.
Apenas acho que esta seria a melhor forma. Estou farto de ouvir dizer: "É dando cabeçadas que se aprende."
Pois bem.. digo o mesmo então.. deixassem o rapaz testar, dessem formação à criança para tal, para poder testar, "dar as ditas cabeçadas" até chegar a alguma conclusão. Seria assim que ele aprendia algo mais sobre a realidade.
Ou serão os outros que não querem ver a realidade e assumir que realmente aquela criança terá futuro se devidamente apoiada e formada?!?! Fica aqui a questão.